Woz e o Linux

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O Android chegou para arrebentar. Os dispositivos “powered by Android” estão cada vez mais numerosos e sua versatilidade arrancava rugidos de ira do falecido gênio da Apple. Durante seus últimos anos, Steve Jobs jurou que, um dia, destruiria o sistema operacional do Google, nem que isso custasse sua fortuna. Jobs afirmava que Android não passava de um “grande roubo”, atribuindo suas funcionalidades ao advento do IOS.

Ora, se o próprio CEO da Apple admitia que “os melhores artistas são os que roubam as melhores idéias” mais um ponto para a equipe de desenvolvimento do Android, por teem se inspirado num sistema tão versátil como o… IOS?

Quem trabalha e respira Linux sabe que a história não é bem essa. Todos os sistemas operacionais Apple são desenvolvidos em cima de Unix. A mesma base utilizada por Linux. Sabe-se, também, que esses sistemas (OSX, IOS e Linux) são versáteis, estáveis e seguros desde sempre. Colocar isso num aparato móvel e vender aplicativos para esses sistemas foi a grande sacada de Jobs.

Não negligencio a genialidade de Steve, sua agressividade nos negócios pôs a Apple no lugar onde está hoje. Apenas não concordo com sua opinião a respeito de Android.

Neste ponto, sou da mesma opinião que Bill Gates:
“Você vai lá, rouba o projeto de interface gráfica e o mouse da Xerox e, depois, vem reclamar (dos seus concorrentes) dizendo: ‘você me roubou isso, você me roubou aquilo,'”.

Pois bem, Jobs se foi e, com ele, sua promessa de destruir o Android. Alguns menos informados devem perguntar: porque ele está falando tanto de Linux? Não é pra falar de Android? Sim. Eu estou tratando de Android desde que abri este post. A realidade que poucos sabem é que Android é Linux. Esse fato por si já denota sua versatilidade e estabilidade. É por isso que é tão simples baixar e instalar aplicativos e, muitos deles, grátis. É por isso, também, que ele se parece tanto com o IOS da Apple. Ops! Seria o contrário?

Bem. Sanadas as dúvidas e esclarecidos os mistérios, preciso falar de um artigo muito interessante que li no fim de 2011: o co-fundador da Apple e criador do Macintosh não tem nada contra Andy Rubin, chefe de desenvolvimento Android na Google, nem sua equipe.

Prova disso foi o fato que gerou rebuliço em toda a comunidade tecnológica: Woz foi receber pessoalmente no campus da Google, no Vale do Silício, seu smartphone Galaxy Nexus em edição de pré-lançamento.

Além de tirar fotos com a equipe de desenvolvimento, ele fez uma declaração que, para os fanáticos por Apple, foi bombástica:
“Meu smartphone principal é o IPhone e eu amo a beleza da coisa, mas gostaria que ele fizesse tudo o que meu Android faz”.

Para os entendedores de tecnologia, isso quer dizer um bocado de coisas a favor de Linux.

Clique na imagem acima e leia o artigo original escrito por Elder S. Trevisan, do Ampulheta Digital.

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2 comentários em “Woz e o Linux

  1. Existe um grande equívoco na maioria das pessoas que compara iOS e Android: eles não foram feitos para o mesmo público!
    Quem busca Android está atrás de um smartphone cheio de funções, que é customizável e assim atende a diversas formas de uso.
    Quem busca iOS está atrás de um smartphone amigável com o usuário, que tenha facilidade de uso e que não exija ser um usuário avançado para ter boas funções.

    1. Concordo em parte, amigo Leonardo.

      Sou da opinião do Woz. Devemos juntar os dois grupos e não separá-los. Tempos depois, numa conversa com meu irmão, descobri que o Linux não é Unix como o IOS, ou OSX. Ele é uma espécie nova de sistema baseada no Unix. O formato do Unix inspirou Linus Torvalds a criar um novo kernel. Daí, não considero mais o OS Apple irmão do Linux. Eles são, no mínimo, irmãos bastardos um do outro. OS Apple veio primeiro. Kernel Linux veio depois. A vida ficou mais fácil com ambos à disposição dos vários tipos de usuários.

      Acredito que o Android, com essa imagem de “conquistador” do público meio “nerdizado” e com todas as funcionalidades possíveis (muitas sem nenhuma utilidade), seja apenas uma fachada para uma coisa muito maior que está por vir. Jobs nunca foi burro. Ele previu muita coisa, inclusive o crescimento mostruoso do Linux ao redor do planeta, numa espécie de invasão pacífica. Prova disso foi quando ele tentou contratar Linus Torvalds para a Apple com a condição de que ele abandonasse o projeto do Kernel Linux. Pelo que podemos ver hoje, Torvalds não aceitou a condição imposta por jobs.

      Não sou fã de smartphones, menos ainda de funções “numerosas” mas o Android me foi mais amigável que o IOS. Por isso o escolhi. O IPhone e o Ipad são lindos de viver, mas não simpatizei com a cultura da Apple nalguns pontos. Isso não passa de uma opinião. Não é a verdade absoluta para todos. A facilidade de uso para um usuário básico (entenda básico por não ter que ser necessáriamente um técnico) foi uma qualidade indiscutível da Apple, e foi bem aprendida e copiada pelo pessoal do Android. Facilidade de manuseio faz, hoje, parte da cultura Linux também. Acredito que eles deveriam coexistir sem as bandeiras xiitas, levantadas por fanáticos e pelo próprio Steve Jobs.

      Vida longa à tecnologia!

      Grande abraço!

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