Ilustrando no Android

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Adoro sketchbooks. Não é de hoje que ando com cadernos na mochila para “rabiscar” idéias no longo caminho entre casa e trabalho. Alguns amigos consideram a viagem um martírio incessante. Já eu continuo a preferir o itinerário demorado. Se conseguir lugar sentado ótimo. Se a condução tiver ar-condicionado maravilha!

Todas essas são chances para drenar mais um pouco da minha compulsão de desenhar sem parar.

Antes cadernos, agora, o tablet.

Relutei em usar este dispositivo, mas precisava desenhar e, se possível, enviar para aprovação via email.

Até que ele atendeu muito bem a essa minha demanda. O que eu não sabia era o quanto de qualidade um aplicativo poderia me oferecer. Quando conheci o Sketchbook Mobile, da Autodesk, fiquei surpreso com as possibilidades.

Não demorei a comprar a versão “Pro” em vista da versatilidade do programa. Não me arrependi. Hoje 60% de minha produção nasce na tela do meu Galaxy Tab 10.1, P-7510. O programa é tão bom que o tenho, inclusive, no celular para “rabiscos” mais ágeis em lugares onde um tablet de tela grande chamariam demasiada atenção.

Sobre o desenho com o Sketchbook Pro se pode dizer que ele exige certa adaptação de desenhistas mais “fluentes”. O traçado não é veloz. Quem desenha sem muita preocupação não sentirá esse “delay”, mas quem desenha profissionalmente, ou seja, sob pressão de entrega, logo “mais rápido”, sentirá incômodo quanto à resposta da velocidade do traço, mas nada que possa ser solucionado e acostumado.

O uso do dedo para desenho é agradável e sabendo controlar bem as velocidades de traço, obras completas podem ser geradas do zero. Mais uma vez, quando se trabalha sob pressão, o uso da caneta stylus se faz indispensável em virtude de suor e gordura provenientes da ponta dos dedos de quem produz sob pressão. Aqui o fator pressão psicológica inviabiliza a pintura ou desenho com os dedos. A tela precisa estar limpa.

E por falar em tela, devemos ter um mínimo de confiança na Corning (empresa que produz a tela de toque do Galaxy Tab) com sua tecnologia Gorilla Glass, onde o vidro promete ser à prova de arranhões. Digo devemos ter confiança porque, se for colada uma daquelas películas protetoras sobre a tela o trabalho torna-se irritante e nada produtivo em virtude do grande atrito gerado. O perfeito é desenhar sem a película.

Trabalho com o Sketchbook Pro há muitos meses, mas esta semana ele ganhou três atualizações que considero as mais esperadas por mim. Foi um autêntico presente de natal: resoluções maiores de tela, orientação para desenho vertical (retrato) e simulador de canetas e cores da marca Copic.

Mostrarei os resultados dessas atualizações para vocês na prática no próximo post.

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