K45VM – operação notebook!

Estamos de volta!
Estamos de volta!

Eis que estou inteiro inserido no padrão “mobile”. Depois do tablet, agora o notebook.

Entre os “habitués” de tecnologia é sabido que essas maquininhas, os notebooks, ou laptops, já respiram com auxílio de aparelhos desde quando os smartphones abriram espaço para a chegada dos tablets, que representam, hoje, uma significativa parcela da atividade em computadores móveis.

Meu desktop já não andava bem das pernas, mas por usar Linux o hardware parecia apenas dever por pouca memória RAM. Travar era quase uma lenda. Ainda hoje, meu filho de cinco anos o usa para jogar e assistir seus vídeos favoritos do Youtube.

Justamente para a situação em casa ficar mais democrática com o uso do computador, resolvi dar o braço a torcer e aceitar que precisava de uma máquina nova. Só que eu não queria perder tempo comprando os “pedaços” e quebrar a cabeça montando tudo para, no final, funcionar apenas a metade. A solução era comprar um desktop pronto, ou perder o preconceito sobre os notebooks. Preferi a segunda opção.

Adquiri um K45VM da Asus. Apesar de alguns relatos negativos de amigos muito honestos e sinceros, tive boa experiência com esta marca nas placas-mãe de meus computadores antigos. Meu próprio irmão, quem me converteu ao uso do Linux, sugeriu que a Asus estava, atualmente, tentando reposicionar a marca no mercado através de produtos com qualidade excelente. Principalmente na parte da inovação com os “mobiles”.

Depois que o notebook chegou foi a hora de apresentá-lo ao Linux. Sabia que perderia a garantia se trocasse o sistema operacional que veio de fábrica por outro o qual a Asus não dá suporte, mas meu objetivo estava em primeiro lugar e eu precisava pagar as prestações deste novo investimento.

A distribuição Linux escolhida foi o Mint, que funcionou muito bem nas três primeiras semanas, dando lugar a uma sequencia de congelamentos que lembraram muito o famigerado Windows. Após algumas tentativas de resolver o problema não encontrei uma solução por falta de tempo para buscar essa resposta junto à comunidade, então resolvi mudar de distribuição. Esse não é o melhor caminho. Todo usuário de Linux, quando consciente de sua escolha de SO, sabe que não adianta ficar mudando de distribuição quando alguma coisa não vai bem: melhor é tentar resolver o problema na própria distribuição através do suporte das comunidades. Mas minha pouca experiência com notebooks poderia exigir que a pesquisa fosse mais abrangente.

Estranho, e preocupante, para minha curta sabedoria foi ver o Mint funcionando perfeitamente (e sem congelamentos) no meu antigo desktop. Aquele que meu filho usa para brincar.

Não pude pensar muito então mudei de Linux Mint para Dream Studio Linux, uma distribuição nova que queria muito experimentar.

Problemas semelhantes e dois congelamentos de tela me desanimaram momentaneamente. Cheguei À conclusão de que tinha problemas com a GPU Nvidia, a qual dependia de um driver difícil de instalar. Tentei mais um pouco até estragar completamente o servidor gráfico mais três vezes.

Quando as ideias se esgotaram lembrei da estabilidade que experimentei com o Debian no passado, uma distribuição Linux pela qual desenvolvi grande simpatia. O problema é que o notebook se mostrava um ambiente alienígena, onde cada falha exibia que o caminho escolhido para instalação e calibragem do sistema estava errado. Aparentemente não poderia ser instalado de forma simples como no desktop.

Então, para minha surpresa, com o Debian a experiência foi notavelmente diferente.

Acabei encontrando um belíssimo tutorial que ensina cuidadosamente cada passo para a perfeita calibragem do Debian após a instalação. Funcionou tudo! Fiquei muito feliz de voltar a usar o Debian, principalmente por ser no notebook. A busca pela estabilidade terminou mais uma vez. Estou trabalhando com um sistema robusto e seguro, afinal.

O tutorial, longo mas perfeitamente eficaz, está aqui:

http://pqplinuxnodes.blogspot.com.br/2013/05/pos-instalacao-do-debian-7-wheezy.html

Depois de toda a calibragem, a satisfação foi o sentimento seguinte. Já tinha calos por passar apuros com Linux sem ter muito conhecimento. Eu também usava Windows e senti necessidade de usar sistemas mais estáveis, portanto eu escolhi passar esses apuros. O que eu não esperava era que isso me tornaria mais sábio junto ao sistema do pinguim. É o que costumo dizer atualmente: passar apuros com Linux faz seu cérebro expandir de tal forma que ele se recusa a encolher para caber de volta na caixa craniana. Desculpe por alterar um pouquinho o seu pensamento, Einstein.

Mas será que ficamos cabeçudos o suficiente para não passar mais por apuros? É claro que não! Tudo concorre para que fiquemos ainda mais cabeçudos.

Descobri um problema que não permite a montagem automática de meu HD externo NTFS. Isso é, atualmente, um problema do novo Debian. Um bug, e que no mundo Linux será corrigido nas próximas atualizações automáticas que certamente acontecerão nalguma madrugada enquanto eu estiver dormindo. Mas trabalhar com opensource faz você ficar com manias de grandeza: quero tentar resolver esse bug agora! Não vou esperar pela atualização.

Através de longas pesquisas no Google encontrei a resposta: o Debian 7, ou Wheezy, codinome com o qual foi batizado, comporta-se de forma diferente perante sistemas de armazenamento NTFS SE INSTALADO DE UM PENDRIVE DE BOOT. A solução imediata seria gravar uma imagem num DVD e executar a instalação novamente PELO DVD. Como tinha acabado de calibrar meu sistema, preferi executar alguns comandos pelo Terminal.

Li a respeito de um tal arquivo FSTAB no Fórum Debian. Ele é responsável por montar partições, cd-rom, disquetes, pendrives e compartilhamento de rede. Está localizado na pasta “/etc”. Com acesso de root, fui a essa pasta e abri o fstab com meu leitor de arquivos gedit. Precisava alterar o arquivo removendo a última linha referente ao pendrive:

Exclua apenas essa linha que aparece selecionada!
Remova apenas esta linha que aparece selecionada e salve o arquivo. Pronto.

O fstab é um arquivo essencial para funcionamento do sistema e, depois de danificá-lo umas vezes, aconselho salvar uma cópia de segurança para recuperação do mesmo caso seja apagada uma linha errada.

Após isso, senti falta de meus ícones do desktop. O Debian não os traz por default, então precisava torná-los visíveis. Como já tinha feito isso no Ubuntu Studio há anos atrás, quando ainda testava configurações no Compiz (um belíssimo gerador de efeitos para desktop), bastou lembrar o caminho para modificação da opção:

1- Clique no botão ATIVIDADES (o similar ao INICIAR do Windows, ou o símbolo do Ubuntu) e digite na caixa de busca “dconf Editor”

2- Siga o caminho: “org>gnome>desktop>background”

3- Marcar a opção “show-desktop-icons”

4- Pronto

Para mim este foi um processo bastante desgastante por não ser um expert, mas igualmente empolgante e satisfatório.

Situação hoje:

– O sistema está firme.

– Tudo funciona na velocidade mil por cento.

– Minha placa Nvidia está funcionando plenamente através do programa Bumblebee.

– Os plugins de vídeo me permitem abrir qualquer extensão.

Falta apenas configurar uma máquina virtual para meus testes e experimentos com novos operacionais que forem sendo lançados, mas a esta altura sinto que o Debian amadureceu o suficiente e fico muito feliz de o estar usando novamente em meu computador principal.

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