Maratona de Software Livre de Volta Redonda

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Uma sequência de eventos me concederão o poder de comprovar que se pode trabalhar sem perda de qualidade usando Linux e seus programas de código aberto. O primeiro deles começa agora nesta sexta, dia 29, em Volta Redonda.

A Maratona de Software Livre é um evento que incentiva o uso das distribuições Linux em vários campos da tecnologia. Minha contribuição, por exemplo, será para a computação gráfica. No sábado, dia 30, ministrarei uma longa oficina sobre como se aplicam as ferramentas opensource no dia-a-dia de um estúdio de ilustração e design. Usarei em tempo real os programas Gimp, MyPaint, Inkscape e Scribus para várias tarefas rotineiras de estúdios que usam ferramentas proprietárias para executar as mesmas funções.

Os quatro programas que mencionei são ótimos softwares e minha missão é mostrar que têm poder e complexidade suficiente para praticamente aposentar as caras licenças Adobe, Microsoft e Corel.

As vagas para participação das várias oficinas são limitadas e quem quiser participar deve acessar o link do evento clicando na imagem acima.

Aguardo vocês lá.

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K45VM – operação notebook!

Estamos de volta!
Estamos de volta!

Eis que estou inteiro inserido no padrão “mobile”. Depois do tablet, agora o notebook.

Entre os “habitués” de tecnologia é sabido que essas maquininhas, os notebooks, ou laptops, já respiram com auxílio de aparelhos desde quando os smartphones abriram espaço para a chegada dos tablets, que representam, hoje, uma significativa parcela da atividade em computadores móveis.

Meu desktop já não andava bem das pernas, mas por usar Linux o hardware parecia apenas dever por pouca memória RAM. Travar era quase uma lenda. Ainda hoje, meu filho de cinco anos o usa para jogar e assistir seus vídeos favoritos do Youtube.

Justamente para a situação em casa ficar mais democrática com o uso do computador, resolvi dar o braço a torcer e aceitar que precisava de uma máquina nova. Só que eu não queria perder tempo comprando os “pedaços” e quebrar a cabeça montando tudo para, no final, funcionar apenas a metade. A solução era comprar um desktop pronto, ou perder o preconceito sobre os notebooks. Preferi a segunda opção.

Adquiri um K45VM da Asus. Apesar de alguns relatos negativos de amigos muito honestos e sinceros, tive boa experiência com esta marca nas placas-mãe de meus computadores antigos. Meu próprio irmão, quem me converteu ao uso do Linux, sugeriu que a Asus estava, atualmente, tentando reposicionar a marca no mercado através de produtos com qualidade excelente. Principalmente na parte da inovação com os “mobiles”.

Depois que o notebook chegou foi a hora de apresentá-lo ao Linux. Sabia que perderia a garantia se trocasse o sistema operacional que veio de fábrica por outro o qual a Asus não dá suporte, mas meu objetivo estava em primeiro lugar e eu precisava pagar as prestações deste novo investimento.

A distribuição Linux escolhida foi o Mint, que funcionou muito bem nas três primeiras semanas, dando lugar a uma sequencia de congelamentos que lembraram muito o famigerado Windows. Após algumas tentativas de resolver o problema não encontrei uma solução por falta de tempo para buscar essa resposta junto à comunidade, então resolvi mudar de distribuição. Esse não é o melhor caminho. Todo usuário de Linux, quando consciente de sua escolha de SO, sabe que não adianta ficar mudando de distribuição quando alguma coisa não vai bem: melhor é tentar resolver o problema na própria distribuição através do suporte das comunidades. Mas minha pouca experiência com notebooks poderia exigir que a pesquisa fosse mais abrangente.

Estranho, e preocupante, para minha curta sabedoria foi ver o Mint funcionando perfeitamente (e sem congelamentos) no meu antigo desktop. Aquele que meu filho usa para brincar.

Não pude pensar muito então mudei de Linux Mint para Dream Studio Linux, uma distribuição nova que queria muito experimentar.

Problemas semelhantes e dois congelamentos de tela me desanimaram momentaneamente. Cheguei À conclusão de que tinha problemas com a GPU Nvidia, a qual dependia de um driver difícil de instalar. Tentei mais um pouco até estragar completamente o servidor gráfico mais três vezes.

Quando as ideias se esgotaram lembrei da estabilidade que experimentei com o Debian no passado, uma distribuição Linux pela qual desenvolvi grande simpatia. O problema é que o notebook se mostrava um ambiente alienígena, onde cada falha exibia que o caminho escolhido para instalação e calibragem do sistema estava errado. Aparentemente não poderia ser instalado de forma simples como no desktop.

Então, para minha surpresa, com o Debian a experiência foi notavelmente diferente.

Acabei encontrando um belíssimo tutorial que ensina cuidadosamente cada passo para a perfeita calibragem do Debian após a instalação. Funcionou tudo! Fiquei muito feliz de voltar a usar o Debian, principalmente por ser no notebook. A busca pela estabilidade terminou mais uma vez. Estou trabalhando com um sistema robusto e seguro, afinal.

O tutorial, longo mas perfeitamente eficaz, está aqui:

http://pqplinuxnodes.blogspot.com.br/2013/05/pos-instalacao-do-debian-7-wheezy.html

Depois de toda a calibragem, a satisfação foi o sentimento seguinte. Já tinha calos por passar apuros com Linux sem ter muito conhecimento. Eu também usava Windows e senti necessidade de usar sistemas mais estáveis, portanto eu escolhi passar esses apuros. O que eu não esperava era que isso me tornaria mais sábio junto ao sistema do pinguim. É o que costumo dizer atualmente: passar apuros com Linux faz seu cérebro expandir de tal forma que ele se recusa a encolher para caber de volta na caixa craniana. Desculpe por alterar um pouquinho o seu pensamento, Einstein.

Mas será que ficamos cabeçudos o suficiente para não passar mais por apuros? É claro que não! Tudo concorre para que fiquemos ainda mais cabeçudos.

Descobri um problema que não permite a montagem automática de meu HD externo NTFS. Isso é, atualmente, um problema do novo Debian. Um bug, e que no mundo Linux será corrigido nas próximas atualizações automáticas que certamente acontecerão nalguma madrugada enquanto eu estiver dormindo. Mas trabalhar com opensource faz você ficar com manias de grandeza: quero tentar resolver esse bug agora! Não vou esperar pela atualização.

Através de longas pesquisas no Google encontrei a resposta: o Debian 7, ou Wheezy, codinome com o qual foi batizado, comporta-se de forma diferente perante sistemas de armazenamento NTFS SE INSTALADO DE UM PENDRIVE DE BOOT. A solução imediata seria gravar uma imagem num DVD e executar a instalação novamente PELO DVD. Como tinha acabado de calibrar meu sistema, preferi executar alguns comandos pelo Terminal.

Li a respeito de um tal arquivo FSTAB no Fórum Debian. Ele é responsável por montar partições, cd-rom, disquetes, pendrives e compartilhamento de rede. Está localizado na pasta “/etc”. Com acesso de root, fui a essa pasta e abri o fstab com meu leitor de arquivos gedit. Precisava alterar o arquivo removendo a última linha referente ao pendrive:

Exclua apenas essa linha que aparece selecionada!
Remova apenas esta linha que aparece selecionada e salve o arquivo. Pronto.

O fstab é um arquivo essencial para funcionamento do sistema e, depois de danificá-lo umas vezes, aconselho salvar uma cópia de segurança para recuperação do mesmo caso seja apagada uma linha errada.

Após isso, senti falta de meus ícones do desktop. O Debian não os traz por default, então precisava torná-los visíveis. Como já tinha feito isso no Ubuntu Studio há anos atrás, quando ainda testava configurações no Compiz (um belíssimo gerador de efeitos para desktop), bastou lembrar o caminho para modificação da opção:

1- Clique no botão ATIVIDADES (o similar ao INICIAR do Windows, ou o símbolo do Ubuntu) e digite na caixa de busca “dconf Editor”

2- Siga o caminho: “org>gnome>desktop>background”

3- Marcar a opção “show-desktop-icons”

4- Pronto

Para mim este foi um processo bastante desgastante por não ser um expert, mas igualmente empolgante e satisfatório.

Situação hoje:

– O sistema está firme.

– Tudo funciona na velocidade mil por cento.

– Minha placa Nvidia está funcionando plenamente através do programa Bumblebee.

– Os plugins de vídeo me permitem abrir qualquer extensão.

Falta apenas configurar uma máquina virtual para meus testes e experimentos com novos operacionais que forem sendo lançados, mas a esta altura sinto que o Debian amadureceu o suficiente e fico muito feliz de o estar usando novamente em meu computador principal.

Um Pangolin muito preciso

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Depois de muito bater cabeça para adaptar-me ao Ubuntu Oneiric Ocelot com as instabilidades dos efeitos gráficos e outros problemas pendentes de boas análises, eis que abril trouxe uma grande surpresa: o Ubuntu Precise Pangolin.

Já é tradicional meu aguardo de mais algumas semanas para baixar a versão “Studio” do Ubuntu, que sempre leva em torno desse prazo para ficar disponível.

A surpresa foi muito maior que eu esperava: o Ubuntu Studio Precise Pangolin estava disponível dois dias depois da versão original oficial, e não parou por aí. Não preparado para a surpresa, não dispunha de um dvd para gravação da imagem e fui buscar o tal aplicativo que permite a instalação através do pendrive. O medo iminente de isso ser um bicho de sete cabeças foi instalado no meu coração mais rápido que um “apt-get”.

A “frouxidão” foi dissipada nos primeiros minutos de observação do aplicativo UNetbootin (app que cria pendrives de instalação, chamados LiveUSB). Foi muito mais fácil criar um pendrive de boot do que queimar um dvd.

Ao colocar o pendrive no slot nova surpresa: ao invés de abrir um instalador, como era de costume nos meus dvds de instalação, foi iniciada uma sessão instantânea do novo Ubuntu. Não deu tempo nem de preparar o coração para o susto. O Ubuntu estava copletamente funcional na minha frente em menos de três minutos. Só levou o tempo do boot. Claro que essa era uma versão de “test-drive”. Perfeitamente possível trabalhar com ela, mas o ideal é deixá-la “assentar”definitivamente no HD para que o novo sistema faça uso de todos os recursos da máquina.

Então lá fui iniciar o instalador sem nem precisar reiniciar a máquina. Novo susto: depois de um particionamento muito simples, os programas foram tão rapidamente instalados que levei tempo para acreditar que o sistema tinha completado a instalação total.

Neste Ubuntu Studio 12.04 a escolha dos desenvolvedores em optar pela interface gráfica Xfce foi mantida e, aparentemente, aqui não há bugs com o Xfce. Estou tentando conter minha mania de “papagaiar” o desktop com efeitos demasiados e usufruir da velocidade que o Ubuntu oferece (e que meu antigo monocore permite).

Coloquei alguns aplicativos que não vêm com a versão e comecei a testar o poder do sistema.

Notavelmente mais rápido e estável que seu antecessor, o 11.10, Oneiric Ocelot. A interface gráfica Xfce confere uma simplicidade tão bem equilibrada que faz meu monocore parecer dualcore (e não estou brincando). Um dos pontos positivos do Linux é o fato de todas as versões serem suportadas, literalmente, pelas configurações mais modestas e antigas.

Os programas vieram com a maioria das bibliotecas completas. Me faltaram somente os pacotes Medibuntu, aqueles voltados para multimídia. Instalei mais rápido que uma anedota do Ary Toledo.

Um grande teste a que minhas instalações são submetidas é o “nível de saudades do Debian”. O “Linux mais legal con que já trabalhei”. Mesmo com toda a estabilidade e rapidez do querido Squeeze 6.0, insisto no Ubuntu que já me traz instantaneamente todas as ferramentas necessárias para o desenvolvimento de qualquer trabalho. No Debian tudo tem que ser feito “na mão”, só que é uma grande diversão. Modificar, alterar, construir, compilar no Debian Squeeze é uma experiência gostosa do universo Linux. Dá orgulho ver cada comando retornando um resultado positivo. Você “constrói” as características do seu Debian e ele fica mesmo com o seu jeito, a sua cara. Ele me levou embora de vez a possibilidade de voltar ao Windows e ainda me fez gostar das então assustadoras linhas de comando.

Só que, infelizmente, não tenho tempo para diversão, e o Ubuntu é muito mais “automático”. Estudar e aprender mais sobre os sistemas Linux será uma dedicação constante e dosada para não atrapalhar minha profissão principal que é ilustrador e designer.

Sem pestanejar, esse parece ser o Ubuntu mais estável desde o 10.04 Lucid Linx (considerado por mim e por muitos de meus amigos e familiares o mais estável dos Ubuntu). Resta saber se consigo fazer meu Xfce ficar tão atraente quanto o Gnome. Tudo indica que sim. Já alterei as janelas para um bela moldura que me lembra muito o design do H. R. Giger. Quando tiver uma aparência definida posto umas fotos.

Por enquanto, tratem de experimentar esta versão Precise Pangolin do Ubuntu e aproveitem a superestabilidade garantida por um sólido suporte de atualizações técnicas até 2017. Padrão das versões nomeadas LTS (Long Term Suport).

Time Lapse – Inkscape


Esse é meu primeiro “Time Lapse” com Inkscape. Antes eu chamava esse tipo de vídeo de “Speed Painting”, fazendo menção ao grandioso artista Nico DiMattia, do qual sou fã e que me apresentou a técnica de fazer vídeos em velocidade acelerada para demonstrar sua técnica de pintura digital. Achei a idéia muito interessante e resolvi imitar. Foi aí que, ao compartilhar uns vídeos no grupo de discussão de ilustrações Ilustragrupo, do qual participo, recebi um esclarecimento uanto ao uso correto do termo “speed painting”. Na verdade, nada ele tinha a ver com a técnica do Nico, que também o utiliza erroneamente. Speed painting são aquelas pinturas em grande escala onde o artista plástico faz quadros de forma muito rápida usando as mãos, pincéis, brochas e, por vezes, o próprio corpo. A ação costuma se dar ao vivo, em eventos característicos.

Portanto, o amigo Newton Verlangieri, do Ilustragrupo, chamou-me a atenção para a bem-vinda correção: o nome desta técnica de se produzir vídeos se chama Time Lapse. Agradeço ao nobre profissional. Prova de que sua dica perpetuará será a adoção do termo nos vídeos que produzirei daqui em diante.

Nesse “primeiro time lapse” demonstro uma ilustração concebida em Inkscape, o formidável software de desenho vetorial da categoria open source. Observem com carinho mais um dos brilhantes produtos da engenharia colaborativa “open” em ação.

Trabalhando com retículas

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O seguinte tutorial pressupõe que os leitores sejam familiarizados com programas de edição de imagens.

Uma das mais importantes técnicas características da estética do mangá, a retícula (ou “screentone”) foi adotada para conter despesas com impressões especiais, nos períodos de crise do pós-guerra. Continua a ser usada nas revistas de grande circulação como Shonen Jump e nas demais de mesmo formato.

Como produzir este efeito nos softwares de edição de imagens? Há duas maneiras: podemos usar padrões prontos (pattern) para aplicação nas camadas, ou (a opção mais profissional) produzir a retícula no próprio programa. Esta última opção permite mais liberdade no manuseio dos gradientes da retícula, sendo, portanto, o meio mais produtivo e de melhor resultado final.

Fazendo uma pesquisa na internet por “screentone pattern” podemos conseguir inúmeros tipos de padronagem à disposição e que podem ser usados conforme a primeira opção (a de aplicar o padrão direto no desenho através das camadas).

Vamos acompanhar o método para produção da retícula direto nos programas:

PHOTOSHOP

1- O desenho deverá estar sob o modo “tons de cinza” (grayscale) para cores e dividido em três camadas: outline, retícula, fundo.

2- A camada de outline deverá ter o branco transparente, portanto, usaremos o efeito “Multiply” para criar a transparência.

3- A camada retícula deve ser preenchida normalmente com as tonalidades desejadas (em cinzas) para a colorização do desenho.

4- A camada fundo deverá permanecer preenchida em branco. Como se fosse nossa folha de papel.

5- Após concluir a colorização em tons de cinza, siga o menu: FILTER>PIXELATE>COLOR HALFTONE.

6- Como estamos trabalhando somente com os tons de cinza, somente as duas primeiras informações interagem com o efeito sobre os tons do desenho. Aplique “Max. Radius 8” e “Channel 45” para ver como o efeito é aplicado, mas brinque com esses valores até se encontrar um resultado agradável ao seu trabalho. Experimente colocar o valor 4 para “Max. Radius”, por exemplo.

GIMP

1- O desenho deverá estar sob o modo “tons de cinza” (grayscale) para cores e dividido em três camadas: outline, retícula, fundo.

2- A camada de outline deverá ter o branco transparente, portanto, usaremos o efeito “Multiply” para criar a transparência.

3- A camada retícula deve ser preenchida normalmente com as tonalidades desejadas (em cinzas) para a colorização do desenho.

4- A camada fundo deverá permanecer preenchida em branco. Como se fosse nossa folha de papel.

5- Após concluir a colorização em tons de cinza, siga o menu: FILTROS>DISTORÇÕES>RETÍCULA

6- Como estamos trabalhando com tons de cinza, as duas primeiras opções da caixa do filtro não terão efeito (SPI de entrada e LPI de saída). As demais opções permitem mais tipos de alteração da retículas que no Photoshop, portanto, brinque com todos os valores e formatos disponíveis como hachuras e retículas em cubo.

Observações:

1- O melhor modo de se trabalhar com retículas é utilizar os dois modos simultaneamente (preenchimento com padrões e geração instantânea). Dessa forma, o trabalho ganha em agilidade.

2- Ao aplicar retículas com células muito pequenas, devemos saber em que formato o material será impresso, ou em que resolução de tela será exibido. A finalidade é evitar o efeito “moiré” (pronuncia-se “muarê”) onde uma ilusão ótica cria ondulações na imagem preenchida por retículas. É sempre bom usar as células (bolinhas) um pouco maiores que as de tamanho mínimo para se evitar este efeito desagradável.

3- Muitas vezes, só por causa do efeito de zoom na tela, durante o trabalho, ocorre um moiré. Aumente o zoom para valores inteiros, no caso do Photoshop, (25%, 50%, 100%) para verificar se o efeito desaparece. Se sim, ignore o efeito na tela e prossiga com o trabalho. A impressão sairá sem o moiré.

Woz e o Linux

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O Android chegou para arrebentar. Os dispositivos “powered by Android” estão cada vez mais numerosos e sua versatilidade arrancava rugidos de ira do falecido gênio da Apple. Durante seus últimos anos, Steve Jobs jurou que, um dia, destruiria o sistema operacional do Google, nem que isso custasse sua fortuna. Jobs afirmava que Android não passava de um “grande roubo”, atribuindo suas funcionalidades ao advento do IOS.

Ora, se o próprio CEO da Apple admitia que “os melhores artistas são os que roubam as melhores idéias” mais um ponto para a equipe de desenvolvimento do Android, por teem se inspirado num sistema tão versátil como o… IOS?

Quem trabalha e respira Linux sabe que a história não é bem essa. Todos os sistemas operacionais Apple são desenvolvidos em cima de Unix. A mesma base utilizada por Linux. Sabe-se, também, que esses sistemas (OSX, IOS e Linux) são versáteis, estáveis e seguros desde sempre. Colocar isso num aparato móvel e vender aplicativos para esses sistemas foi a grande sacada de Jobs.

Não negligencio a genialidade de Steve, sua agressividade nos negócios pôs a Apple no lugar onde está hoje. Apenas não concordo com sua opinião a respeito de Android.

Neste ponto, sou da mesma opinião que Bill Gates:
“Você vai lá, rouba o projeto de interface gráfica e o mouse da Xerox e, depois, vem reclamar (dos seus concorrentes) dizendo: ‘você me roubou isso, você me roubou aquilo,'”.

Pois bem, Jobs se foi e, com ele, sua promessa de destruir o Android. Alguns menos informados devem perguntar: porque ele está falando tanto de Linux? Não é pra falar de Android? Sim. Eu estou tratando de Android desde que abri este post. A realidade que poucos sabem é que Android é Linux. Esse fato por si já denota sua versatilidade e estabilidade. É por isso que é tão simples baixar e instalar aplicativos e, muitos deles, grátis. É por isso, também, que ele se parece tanto com o IOS da Apple. Ops! Seria o contrário?

Bem. Sanadas as dúvidas e esclarecidos os mistérios, preciso falar de um artigo muito interessante que li no fim de 2011: o co-fundador da Apple e criador do Macintosh não tem nada contra Andy Rubin, chefe de desenvolvimento Android na Google, nem sua equipe.

Prova disso foi o fato que gerou rebuliço em toda a comunidade tecnológica: Woz foi receber pessoalmente no campus da Google, no Vale do Silício, seu smartphone Galaxy Nexus em edição de pré-lançamento.

Além de tirar fotos com a equipe de desenvolvimento, ele fez uma declaração que, para os fanáticos por Apple, foi bombástica:
“Meu smartphone principal é o IPhone e eu amo a beleza da coisa, mas gostaria que ele fizesse tudo o que meu Android faz”.

Para os entendedores de tecnologia, isso quer dizer um bocado de coisas a favor de Linux.

Clique na imagem acima e leia o artigo original escrito por Elder S. Trevisan, do Ampulheta Digital.

Primeira de 2012 – Oneiric Ocelot

Ubuntu Studio é o Linux voltado para artistas gráficos, músicos e videomakers

Olá amigos. A primeira postagem de 2012 no Ilustramangá traz o início da minha experiência com o novo Ubuntu Studio 11.10 (Oneiric Ocelot). Até janeiro deste ano, toda a minha produção foi construída em cima do 10.04 (Lucid Lynx). Na minha opinião, a versão mais estável do Studio. Experimentei por um mês via VirtualBox e decidi jogar direto no HD para “sentir” a velocidade real do SO.

Sei que ainda é meio de fevereiro para dizer o que o Oneiric realmente é capaz de fazer, mas a primeira impressão já pode ser escrita. Acompanhem:

O choque ficou para a tela de login: onde raios foi parar o Gnome? Lembrei de ter ouvido dizer que o Studio não simpatiza com o Unity. Então a solução só poderia ser o Gnome3. Enganei-me mais uma vez. O ambiente gráfico do novo Ubuntu Studio é o XFCE. É um “Xubuntu Studio”, então? Pois é. Nada que eu não possa aprender a usar.

O XFCE é a nova interface gráfica do Studio

Algumas coisas se repetem após a instalação do Studio: não tem Software Center. Sem problemas. O Synaptic resolve isso rapidamente. Meus programas favoritos estão um pouco perdidos no novo Menu de Aplicativos. Tudo é bem polido. Nada de efeitos superespeciais. E por falar em efeitos, tratei de tentar alterar para a agradabilíssima área de trabalho gerenciada por Compiz. Rolou pela metade. Aqui o Compiz não funciona como no Gnome, e estou tão acostumado a mover janelas gelatinosas pela tela, que esse supérfluo me fez falta. Acreditem. Mas após umas pesquisas no Google, encontrei uma solução para isso e tenho de novo minha janelas se movendo como gelatina. O problema é que não sei como guardar as configurações que permitem esses efeitos e, cada vez que inicio a sessão, tenho que atualizar o gerenciador de janelas no Botão do Compiz Config.

Também não tenho um Cubo da Área de Trabalho. Ou, pelo menos, ainda não sei como fazer.

Interessante ver que há um dock. Na verdade é um painel configurado para funcionar como dock, na parte de baixo da tela. De praxe, removi esse painel e instalei o querido AWN.

Abaixo vocês conferem o visual do 10.04 Lucid que continua funcionando no meu computador na fundação:


No mais, até agora, esta versão do Studio está mais rápida e leve que as anteriores. Para trabalhar está excelente. Não gosto do gerenciador Thunar e coloquei o Nautilus pelas comodidades que ele me permite. Os players novos deram conta da música ambiente numa boa, e o trabalho flui que é uma beleza. Ah! E reconheceu a minha Wacom Graphire tão bem que até me espantei de ver que, desta vez, há um programa exclusivo para gerenciar as configurações da caneta.

Isso foi tudo o que vi até agora, mas ainda me incomoda não ter os efeitos da área de trabalho funcionando 100%. Sei que é supérfluo, mas me faz falta. Preciso trabalhar num ambiente agradabilíssimo. Exigência minha. Meu estúdio não se parece com um escritório e meu Linux não pode se parecer com Windows 98. Vou continuar os testes para melhorar esses efeitos. Estou pensando em experimentar esse tal de Cinnamon. Se tudo falhar, o cd de instalação do Debian Squeeze já levantou a mãozinha e pediu para voltar. Ótimo. Namorei o Debian por meses e só o desinstalei porque meu filho bagunçou todo o sistema brincando no computador. Na época em que isso aconteceu, tinha muito trabalho para entregar e a instalação do Studio Lucid Lynx era mais rápida e enxuta para me salvar. Mas o Squeeze ficou guardado num lugar especial no meu coração.

Continuemos os testes. Até agora, mesmo sem os efeitos, o Ubuntu Studio 11.10 Oneiric Ocelot é nota 10.