Creative Suite 2 free: um mal-entendido

Creative Suite 2 free: um mal-entendido

Por algum tempo, foi bom para sonhar. Eu, acostumado ao mundo do opensource, achei de cunho realmente evolutivo a iniciativa da Adobe em permitir o download de sua suíte de aplicativos conhecida como CS2.

Os softwares já estavam superados pelos seus próprios sucessores, porém é de interesse de muitos profissionais ter à mão ferramentas com o poder do fabuloso Photoshop, mas a história não passou de um grande mal-entendido.

A Adobe apenas cancelou os servidores de ativação para a suíte CS2. Isso significa que um usuário que tem produto registrado não precisará mais das famosas chaves de ativação, mas deverá inserir seus números seriais válidos, ou seja, deverá TER UMA LICENÇA PAGA.

Para quem usa ferramentas opensource a notícia não fez muita diferença, pois os conjuntos de aplicativos desenvolvidos para as mesmas finalidades estão cada vez mais robustos, dispensando aos poucos os softwares proprietários mais importantes no meio profissional.

Para quem não vive sem Adobe, ouvi a risadinha do Sérgio Mallandro.

Ilustrando no Android

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Adoro sketchbooks. Não é de hoje que ando com cadernos na mochila para “rabiscar” idéias no longo caminho entre casa e trabalho. Alguns amigos consideram a viagem um martírio incessante. Já eu continuo a preferir o itinerário demorado. Se conseguir lugar sentado ótimo. Se a condução tiver ar-condicionado maravilha!

Todas essas são chances para drenar mais um pouco da minha compulsão de desenhar sem parar.

Antes cadernos, agora, o tablet.

Relutei em usar este dispositivo, mas precisava desenhar e, se possível, enviar para aprovação via email.

Até que ele atendeu muito bem a essa minha demanda. O que eu não sabia era o quanto de qualidade um aplicativo poderia me oferecer. Quando conheci o Sketchbook Mobile, da Autodesk, fiquei surpreso com as possibilidades.

Não demorei a comprar a versão “Pro” em vista da versatilidade do programa. Não me arrependi. Hoje 60% de minha produção nasce na tela do meu Galaxy Tab 10.1, P-7510. O programa é tão bom que o tenho, inclusive, no celular para “rabiscos” mais ágeis em lugares onde um tablet de tela grande chamariam demasiada atenção.

Sobre o desenho com o Sketchbook Pro se pode dizer que ele exige certa adaptação de desenhistas mais “fluentes”. O traçado não é veloz. Quem desenha sem muita preocupação não sentirá esse “delay”, mas quem desenha profissionalmente, ou seja, sob pressão de entrega, logo “mais rápido”, sentirá incômodo quanto à resposta da velocidade do traço, mas nada que possa ser solucionado e acostumado.

O uso do dedo para desenho é agradável e sabendo controlar bem as velocidades de traço, obras completas podem ser geradas do zero. Mais uma vez, quando se trabalha sob pressão, o uso da caneta stylus se faz indispensável em virtude de suor e gordura provenientes da ponta dos dedos de quem produz sob pressão. Aqui o fator pressão psicológica inviabiliza a pintura ou desenho com os dedos. A tela precisa estar limpa.

E por falar em tela, devemos ter um mínimo de confiança na Corning (empresa que produz a tela de toque do Galaxy Tab) com sua tecnologia Gorilla Glass, onde o vidro promete ser à prova de arranhões. Digo devemos ter confiança porque, se for colada uma daquelas películas protetoras sobre a tela o trabalho torna-se irritante e nada produtivo em virtude do grande atrito gerado. O perfeito é desenhar sem a película.

Trabalho com o Sketchbook Pro há muitos meses, mas esta semana ele ganhou três atualizações que considero as mais esperadas por mim. Foi um autêntico presente de natal: resoluções maiores de tela, orientação para desenho vertical (retrato) e simulador de canetas e cores da marca Copic.

Mostrarei os resultados dessas atualizações para vocês na prática no próximo post.

Wacom cria uma Cintiq muito especial

A ferramenta que faltava para deixar o estúdio perfeito

Já conhecemos as fantásticas mesas gráficas Cintiq, mas essa foi criada especialmente para artistas gráficos. Se as outras já eram dispositivos indispensáveis no nosso cotidiano imagine uma onde todo o processo inicia e termina com toda comodidade possível. Pois é o que promete a novíssima Cintiq 24HD Touch, onde a experiência “multitoque” se alia aos níveis de pressão presentes na caneta tornando essa experiência muito mais adequada às nossas exigências.

Só para se ter uma idéia, se aliarmos valor à qualidade (essa é uma constante comparativa nos produtos Wacom), esta é a mais perfeita mesa gráfica do mundo, pois não sai por menos de 3700 dólares.

Inicialmente o mundo das indústrias de softwares gráficos experimentou uma nova preocupação: a experiência multitoque ainda não pode ser completamente usufruida em seus softwares atuais, criados originalmente para uso com teclas de atalho, mouses e, obviamente, canetas óticas normais.

Do meu ponto de vista (e talvez de muitos outros artistas gráficos) o multitoque abre um novo universo de possibilidades onde Adobe, Autodesk, Corel e as minhas queridas Canonical, Linux Foundation e a comunidade “open”, terão de desenvolver novas e criativas soluções que nos permitam total controle das funções dessa magnifica mesa gráfica.

Por enquanto, atenho-me a trabalhar mais e enriquecer, pois não será um equipamento acessível economicamente, quando estiver disponível no Brasil.

Um Pangolin muito preciso

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Depois de muito bater cabeça para adaptar-me ao Ubuntu Oneiric Ocelot com as instabilidades dos efeitos gráficos e outros problemas pendentes de boas análises, eis que abril trouxe uma grande surpresa: o Ubuntu Precise Pangolin.

Já é tradicional meu aguardo de mais algumas semanas para baixar a versão “Studio” do Ubuntu, que sempre leva em torno desse prazo para ficar disponível.

A surpresa foi muito maior que eu esperava: o Ubuntu Studio Precise Pangolin estava disponível dois dias depois da versão original oficial, e não parou por aí. Não preparado para a surpresa, não dispunha de um dvd para gravação da imagem e fui buscar o tal aplicativo que permite a instalação através do pendrive. O medo iminente de isso ser um bicho de sete cabeças foi instalado no meu coração mais rápido que um “apt-get”.

A “frouxidão” foi dissipada nos primeiros minutos de observação do aplicativo UNetbootin (app que cria pendrives de instalação, chamados LiveUSB). Foi muito mais fácil criar um pendrive de boot do que queimar um dvd.

Ao colocar o pendrive no slot nova surpresa: ao invés de abrir um instalador, como era de costume nos meus dvds de instalação, foi iniciada uma sessão instantânea do novo Ubuntu. Não deu tempo nem de preparar o coração para o susto. O Ubuntu estava copletamente funcional na minha frente em menos de três minutos. Só levou o tempo do boot. Claro que essa era uma versão de “test-drive”. Perfeitamente possível trabalhar com ela, mas o ideal é deixá-la “assentar”definitivamente no HD para que o novo sistema faça uso de todos os recursos da máquina.

Então lá fui iniciar o instalador sem nem precisar reiniciar a máquina. Novo susto: depois de um particionamento muito simples, os programas foram tão rapidamente instalados que levei tempo para acreditar que o sistema tinha completado a instalação total.

Neste Ubuntu Studio 12.04 a escolha dos desenvolvedores em optar pela interface gráfica Xfce foi mantida e, aparentemente, aqui não há bugs com o Xfce. Estou tentando conter minha mania de “papagaiar” o desktop com efeitos demasiados e usufruir da velocidade que o Ubuntu oferece (e que meu antigo monocore permite).

Coloquei alguns aplicativos que não vêm com a versão e comecei a testar o poder do sistema.

Notavelmente mais rápido e estável que seu antecessor, o 11.10, Oneiric Ocelot. A interface gráfica Xfce confere uma simplicidade tão bem equilibrada que faz meu monocore parecer dualcore (e não estou brincando). Um dos pontos positivos do Linux é o fato de todas as versões serem suportadas, literalmente, pelas configurações mais modestas e antigas.

Os programas vieram com a maioria das bibliotecas completas. Me faltaram somente os pacotes Medibuntu, aqueles voltados para multimídia. Instalei mais rápido que uma anedota do Ary Toledo.

Um grande teste a que minhas instalações são submetidas é o “nível de saudades do Debian”. O “Linux mais legal con que já trabalhei”. Mesmo com toda a estabilidade e rapidez do querido Squeeze 6.0, insisto no Ubuntu que já me traz instantaneamente todas as ferramentas necessárias para o desenvolvimento de qualquer trabalho. No Debian tudo tem que ser feito “na mão”, só que é uma grande diversão. Modificar, alterar, construir, compilar no Debian Squeeze é uma experiência gostosa do universo Linux. Dá orgulho ver cada comando retornando um resultado positivo. Você “constrói” as características do seu Debian e ele fica mesmo com o seu jeito, a sua cara. Ele me levou embora de vez a possibilidade de voltar ao Windows e ainda me fez gostar das então assustadoras linhas de comando.

Só que, infelizmente, não tenho tempo para diversão, e o Ubuntu é muito mais “automático”. Estudar e aprender mais sobre os sistemas Linux será uma dedicação constante e dosada para não atrapalhar minha profissão principal que é ilustrador e designer.

Sem pestanejar, esse parece ser o Ubuntu mais estável desde o 10.04 Lucid Linx (considerado por mim e por muitos de meus amigos e familiares o mais estável dos Ubuntu). Resta saber se consigo fazer meu Xfce ficar tão atraente quanto o Gnome. Tudo indica que sim. Já alterei as janelas para um bela moldura que me lembra muito o design do H. R. Giger. Quando tiver uma aparência definida posto umas fotos.

Por enquanto, tratem de experimentar esta versão Precise Pangolin do Ubuntu e aproveitem a superestabilidade garantida por um sólido suporte de atualizações técnicas até 2017. Padrão das versões nomeadas LTS (Long Term Suport).

Time Lapse – Inkscape


Esse é meu primeiro “Time Lapse” com Inkscape. Antes eu chamava esse tipo de vídeo de “Speed Painting”, fazendo menção ao grandioso artista Nico DiMattia, do qual sou fã e que me apresentou a técnica de fazer vídeos em velocidade acelerada para demonstrar sua técnica de pintura digital. Achei a idéia muito interessante e resolvi imitar. Foi aí que, ao compartilhar uns vídeos no grupo de discussão de ilustrações Ilustragrupo, do qual participo, recebi um esclarecimento uanto ao uso correto do termo “speed painting”. Na verdade, nada ele tinha a ver com a técnica do Nico, que também o utiliza erroneamente. Speed painting são aquelas pinturas em grande escala onde o artista plástico faz quadros de forma muito rápida usando as mãos, pincéis, brochas e, por vezes, o próprio corpo. A ação costuma se dar ao vivo, em eventos característicos.

Portanto, o amigo Newton Verlangieri, do Ilustragrupo, chamou-me a atenção para a bem-vinda correção: o nome desta técnica de se produzir vídeos se chama Time Lapse. Agradeço ao nobre profissional. Prova de que sua dica perpetuará será a adoção do termo nos vídeos que produzirei daqui em diante.

Nesse “primeiro time lapse” demonstro uma ilustração concebida em Inkscape, o formidável software de desenho vetorial da categoria open source. Observem com carinho mais um dos brilhantes produtos da engenharia colaborativa “open” em ação.