Maratona de Software Livre de Volta Redonda

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Uma sequência de eventos me concederão o poder de comprovar que se pode trabalhar sem perda de qualidade usando Linux e seus programas de código aberto. O primeiro deles começa agora nesta sexta, dia 29, em Volta Redonda.

A Maratona de Software Livre é um evento que incentiva o uso das distribuições Linux em vários campos da tecnologia. Minha contribuição, por exemplo, será para a computação gráfica. No sábado, dia 30, ministrarei uma longa oficina sobre como se aplicam as ferramentas opensource no dia-a-dia de um estúdio de ilustração e design. Usarei em tempo real os programas Gimp, MyPaint, Inkscape e Scribus para várias tarefas rotineiras de estúdios que usam ferramentas proprietárias para executar as mesmas funções.

Os quatro programas que mencionei são ótimos softwares e minha missão é mostrar que têm poder e complexidade suficiente para praticamente aposentar as caras licenças Adobe, Microsoft e Corel.

As vagas para participação das várias oficinas são limitadas e quem quiser participar deve acessar o link do evento clicando na imagem acima.

Aguardo vocês lá.

Primeira de 2012 – Oneiric Ocelot

Ubuntu Studio é o Linux voltado para artistas gráficos, músicos e videomakers

Olá amigos. A primeira postagem de 2012 no Ilustramangá traz o início da minha experiência com o novo Ubuntu Studio 11.10 (Oneiric Ocelot). Até janeiro deste ano, toda a minha produção foi construída em cima do 10.04 (Lucid Lynx). Na minha opinião, a versão mais estável do Studio. Experimentei por um mês via VirtualBox e decidi jogar direto no HD para “sentir” a velocidade real do SO.

Sei que ainda é meio de fevereiro para dizer o que o Oneiric realmente é capaz de fazer, mas a primeira impressão já pode ser escrita. Acompanhem:

O choque ficou para a tela de login: onde raios foi parar o Gnome? Lembrei de ter ouvido dizer que o Studio não simpatiza com o Unity. Então a solução só poderia ser o Gnome3. Enganei-me mais uma vez. O ambiente gráfico do novo Ubuntu Studio é o XFCE. É um “Xubuntu Studio”, então? Pois é. Nada que eu não possa aprender a usar.

O XFCE é a nova interface gráfica do Studio

Algumas coisas se repetem após a instalação do Studio: não tem Software Center. Sem problemas. O Synaptic resolve isso rapidamente. Meus programas favoritos estão um pouco perdidos no novo Menu de Aplicativos. Tudo é bem polido. Nada de efeitos superespeciais. E por falar em efeitos, tratei de tentar alterar para a agradabilíssima área de trabalho gerenciada por Compiz. Rolou pela metade. Aqui o Compiz não funciona como no Gnome, e estou tão acostumado a mover janelas gelatinosas pela tela, que esse supérfluo me fez falta. Acreditem. Mas após umas pesquisas no Google, encontrei uma solução para isso e tenho de novo minha janelas se movendo como gelatina. O problema é que não sei como guardar as configurações que permitem esses efeitos e, cada vez que inicio a sessão, tenho que atualizar o gerenciador de janelas no Botão do Compiz Config.

Também não tenho um Cubo da Área de Trabalho. Ou, pelo menos, ainda não sei como fazer.

Interessante ver que há um dock. Na verdade é um painel configurado para funcionar como dock, na parte de baixo da tela. De praxe, removi esse painel e instalei o querido AWN.

Abaixo vocês conferem o visual do 10.04 Lucid que continua funcionando no meu computador na fundação:


No mais, até agora, esta versão do Studio está mais rápida e leve que as anteriores. Para trabalhar está excelente. Não gosto do gerenciador Thunar e coloquei o Nautilus pelas comodidades que ele me permite. Os players novos deram conta da música ambiente numa boa, e o trabalho flui que é uma beleza. Ah! E reconheceu a minha Wacom Graphire tão bem que até me espantei de ver que, desta vez, há um programa exclusivo para gerenciar as configurações da caneta.

Isso foi tudo o que vi até agora, mas ainda me incomoda não ter os efeitos da área de trabalho funcionando 100%. Sei que é supérfluo, mas me faz falta. Preciso trabalhar num ambiente agradabilíssimo. Exigência minha. Meu estúdio não se parece com um escritório e meu Linux não pode se parecer com Windows 98. Vou continuar os testes para melhorar esses efeitos. Estou pensando em experimentar esse tal de Cinnamon. Se tudo falhar, o cd de instalação do Debian Squeeze já levantou a mãozinha e pediu para voltar. Ótimo. Namorei o Debian por meses e só o desinstalei porque meu filho bagunçou todo o sistema brincando no computador. Na época em que isso aconteceu, tinha muito trabalho para entregar e a instalação do Studio Lucid Lynx era mais rápida e enxuta para me salvar. Mas o Squeeze ficou guardado num lugar especial no meu coração.

Continuemos os testes. Até agora, mesmo sem os efeitos, o Ubuntu Studio 11.10 Oneiric Ocelot é nota 10.

Apertem os cintos: a interface sumiu!

Agora você vê uma interface gráfica, agora não vê mais. Isso já me aconteceu antes, mas sempre tive meu irmão por perto para me salvar. Desta vez, ele resolveu me imitar e vive ultra atarefado a ponto de, quando o encontro, penso em deixá-lo descansar de ver tantos computadores todos os dias. Porém chego à conclusão que, se eu me dedicar, resolver este problema significará que aprendi mais sobre o Linux.

Então, mãos à obra.

Uma atualização costumeira foi concluída enquanto eu jogava Open Arena com meu filho. A tal atualização requisitou que o jogo fosse interrompido para que o computador pudesse ser reiniciado. Não recuso atualizações do sistema, então, reiniciei o computador. A surpresa veio após o boot: não havia mais a interface gráfica! Apenas o prompt do terminal.

A primeira solução que vem à mente é remanescente da era Windows (pensei que já tivesse esquecido esses traumas!): reinstalação. Em seguida, sacudo a cabeça bem forte e digo: “acorda, Sami!! Isso é Linux!!!”.

Claro que há mais soluções em Linux do que sou capaz de imaginar, então, fui aos estudos. Em um dia, li algumas páginas do Manual de Sobrevivência (livro do Tales Araújo Mendonça) e ganhei mais ânimo para buscar a solução. Visitei fóruns através do Google e encontrei muitas soluções. Até mais do que eu precisava e isso até atrapalhou. Segui pela lógica do livro: devo me ater à informação comum entre as distribuições (tudo que for comum às ‘versões’ do Linux) e ver se há alguma informação específica fugindo na direção da minha distribuição (Ubuntu).

Encontrei:
No terminal, entrei como administrador e digitei “startx”. Isso me retornou uma mensagem parecida com “não há nenhuma informação sobre telas ou janelas instaladas”. Resolvi, no passo seguinte, dar a ordem de instalação “apt-get install ubuntu-desktop” e o problema foi sanado. De brinde, todas as minhas configurações gráficas foram mantidas e trazidas de volta também.

A única dúvida que ficou: “por que a minha interface antiga foi desinstalada?”. Se alguém souber responder fico agradecido, pois  considero muito importante cada nova descoberta sobre o fantástico GNU/Linux.

Até qualquer dia, André Gondim.

Uma das personalidades mais respeitadas no universo GNU/Linux nos deixou ontem e o software livre no Brasil acordou mais triste neste 4 de novembro. André Gondim era o “Ubuntu-man” brasileiro. Responsável pela tradução de vários documentos sobre a distribuição no país, foi membro do Conselho Ubuntu Brasil. Contribuía também escrevendo sobre GNU/Linux em vários outros blogs e, como profissional e entusiasta da plataforma, constituiu uma das personalidades marcantes na difusão do software livre no país. Personalidade, aliás, que já deixa saudades por toda a comunidade. Descanse em paz e muito obrigado, Gondim.

Espírito Livre Nº 26

O tema desta edição é a construção colaborativa, ou "crowdsourcing"

Já está disponível para download a edição 26 da revista Espírito Livre, a publicação digital mais completa sobre software livre. Leio desde quando migrei minhas atividades para as plataformas GNU Linux e considero um veículo de grande importância que ajuda a nortear os usuários novatos e atualizar quem já é usuário antigo.

Esta edição trata do “crowdsourcing” o método de organização que possibilita equipes espalhadas por todo o mundo trabalharem coordenadamente em função de um projeto. Uma brincadeira essencialmente “nerd” que revolucionou o desenvolvimento de projetos em todo o mundo, e hoje é a metodologia de grandes empresas. Cliquem na imagem acima e baixem gratuitamente.

20 anos de Linux


É mais do que necessário comemorar a grande invenção de Linus Torvalds, que já chegou a duas décadas e com perspectivas positivíssimas de ir muito além. Hoje, o Linux está em toda parte. As pessoas usam Linux todos os dias e não se dão conta disso, sobretudo as que levantam a bandeira da desnecessária oposição. Assistam o vídeo da Linux Foundation produzido em comemoração aos 20 anos do sistema operacional do pinguim.