O pulo do gato para arte-final!

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A ferramenta Ink faz o trabalho com quadrinhos desenvolver muito bem!

Uma das ferramentas mais importantes para uso do Gimp na produção de quadrinhos é, certamente, a ferramenta Ink. Ela simula uma pena, ou pincel, para nanquim. No pacote do Gimp Paint Studio, criado pelo amigo Ramón Miranda, a ferramenta Ink ganhou uma dinâmica brilhante para quem arte-finaliza direto por meio digital acelerando o processo de produção.

Ainda assim consegui adequar ainda mais essa dinâmica às minhas finalidades.

Para calibrar adequadamente sugiro que você já tenha o Gimp Paint Studio instalado em seu Gimp 2.8. Para tanto basta entrar neste link e seguir as instruções da própria página do Ramón:

Gimp Paint Studio 2.0 Final – http://www.ramonmiranda.com/2012/07/gps-20-disponible.html

Depois de instalar corretamente a coletânea de pincéis e ferramentas criadas exclusivamente pelo Ramón, escolha a ferramenta Ink e acesse sua variação “Comic Ink”, através do botão “Restaurar configurações de ferramentas” na parte de baixo do painel “Opções de ferramentas”.

Depois basta regular a “Comic Ink” com os seguintes valores:

pulo do gato

E tudo isso ainda pode ser utilizado para criação de novos pincéis, mas isso é assunto para outro post.

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K45VM – operação notebook!

Estamos de volta!
Estamos de volta!

Eis que estou inteiro inserido no padrão “mobile”. Depois do tablet, agora o notebook.

Entre os “habitués” de tecnologia é sabido que essas maquininhas, os notebooks, ou laptops, já respiram com auxílio de aparelhos desde quando os smartphones abriram espaço para a chegada dos tablets, que representam, hoje, uma significativa parcela da atividade em computadores móveis.

Meu desktop já não andava bem das pernas, mas por usar Linux o hardware parecia apenas dever por pouca memória RAM. Travar era quase uma lenda. Ainda hoje, meu filho de cinco anos o usa para jogar e assistir seus vídeos favoritos do Youtube.

Justamente para a situação em casa ficar mais democrática com o uso do computador, resolvi dar o braço a torcer e aceitar que precisava de uma máquina nova. Só que eu não queria perder tempo comprando os “pedaços” e quebrar a cabeça montando tudo para, no final, funcionar apenas a metade. A solução era comprar um desktop pronto, ou perder o preconceito sobre os notebooks. Preferi a segunda opção.

Adquiri um K45VM da Asus. Apesar de alguns relatos negativos de amigos muito honestos e sinceros, tive boa experiência com esta marca nas placas-mãe de meus computadores antigos. Meu próprio irmão, quem me converteu ao uso do Linux, sugeriu que a Asus estava, atualmente, tentando reposicionar a marca no mercado através de produtos com qualidade excelente. Principalmente na parte da inovação com os “mobiles”.

Depois que o notebook chegou foi a hora de apresentá-lo ao Linux. Sabia que perderia a garantia se trocasse o sistema operacional que veio de fábrica por outro o qual a Asus não dá suporte, mas meu objetivo estava em primeiro lugar e eu precisava pagar as prestações deste novo investimento.

A distribuição Linux escolhida foi o Mint, que funcionou muito bem nas três primeiras semanas, dando lugar a uma sequencia de congelamentos que lembraram muito o famigerado Windows. Após algumas tentativas de resolver o problema não encontrei uma solução por falta de tempo para buscar essa resposta junto à comunidade, então resolvi mudar de distribuição. Esse não é o melhor caminho. Todo usuário de Linux, quando consciente de sua escolha de SO, sabe que não adianta ficar mudando de distribuição quando alguma coisa não vai bem: melhor é tentar resolver o problema na própria distribuição através do suporte das comunidades. Mas minha pouca experiência com notebooks poderia exigir que a pesquisa fosse mais abrangente.

Estranho, e preocupante, para minha curta sabedoria foi ver o Mint funcionando perfeitamente (e sem congelamentos) no meu antigo desktop. Aquele que meu filho usa para brincar.

Não pude pensar muito então mudei de Linux Mint para Dream Studio Linux, uma distribuição nova que queria muito experimentar.

Problemas semelhantes e dois congelamentos de tela me desanimaram momentaneamente. Cheguei À conclusão de que tinha problemas com a GPU Nvidia, a qual dependia de um driver difícil de instalar. Tentei mais um pouco até estragar completamente o servidor gráfico mais três vezes.

Quando as ideias se esgotaram lembrei da estabilidade que experimentei com o Debian no passado, uma distribuição Linux pela qual desenvolvi grande simpatia. O problema é que o notebook se mostrava um ambiente alienígena, onde cada falha exibia que o caminho escolhido para instalação e calibragem do sistema estava errado. Aparentemente não poderia ser instalado de forma simples como no desktop.

Então, para minha surpresa, com o Debian a experiência foi notavelmente diferente.

Acabei encontrando um belíssimo tutorial que ensina cuidadosamente cada passo para a perfeita calibragem do Debian após a instalação. Funcionou tudo! Fiquei muito feliz de voltar a usar o Debian, principalmente por ser no notebook. A busca pela estabilidade terminou mais uma vez. Estou trabalhando com um sistema robusto e seguro, afinal.

O tutorial, longo mas perfeitamente eficaz, está aqui:

http://pqplinuxnodes.blogspot.com.br/2013/05/pos-instalacao-do-debian-7-wheezy.html

Depois de toda a calibragem, a satisfação foi o sentimento seguinte. Já tinha calos por passar apuros com Linux sem ter muito conhecimento. Eu também usava Windows e senti necessidade de usar sistemas mais estáveis, portanto eu escolhi passar esses apuros. O que eu não esperava era que isso me tornaria mais sábio junto ao sistema do pinguim. É o que costumo dizer atualmente: passar apuros com Linux faz seu cérebro expandir de tal forma que ele se recusa a encolher para caber de volta na caixa craniana. Desculpe por alterar um pouquinho o seu pensamento, Einstein.

Mas será que ficamos cabeçudos o suficiente para não passar mais por apuros? É claro que não! Tudo concorre para que fiquemos ainda mais cabeçudos.

Descobri um problema que não permite a montagem automática de meu HD externo NTFS. Isso é, atualmente, um problema do novo Debian. Um bug, e que no mundo Linux será corrigido nas próximas atualizações automáticas que certamente acontecerão nalguma madrugada enquanto eu estiver dormindo. Mas trabalhar com opensource faz você ficar com manias de grandeza: quero tentar resolver esse bug agora! Não vou esperar pela atualização.

Através de longas pesquisas no Google encontrei a resposta: o Debian 7, ou Wheezy, codinome com o qual foi batizado, comporta-se de forma diferente perante sistemas de armazenamento NTFS SE INSTALADO DE UM PENDRIVE DE BOOT. A solução imediata seria gravar uma imagem num DVD e executar a instalação novamente PELO DVD. Como tinha acabado de calibrar meu sistema, preferi executar alguns comandos pelo Terminal.

Li a respeito de um tal arquivo FSTAB no Fórum Debian. Ele é responsável por montar partições, cd-rom, disquetes, pendrives e compartilhamento de rede. Está localizado na pasta “/etc”. Com acesso de root, fui a essa pasta e abri o fstab com meu leitor de arquivos gedit. Precisava alterar o arquivo removendo a última linha referente ao pendrive:

Exclua apenas essa linha que aparece selecionada!
Remova apenas esta linha que aparece selecionada e salve o arquivo. Pronto.

O fstab é um arquivo essencial para funcionamento do sistema e, depois de danificá-lo umas vezes, aconselho salvar uma cópia de segurança para recuperação do mesmo caso seja apagada uma linha errada.

Após isso, senti falta de meus ícones do desktop. O Debian não os traz por default, então precisava torná-los visíveis. Como já tinha feito isso no Ubuntu Studio há anos atrás, quando ainda testava configurações no Compiz (um belíssimo gerador de efeitos para desktop), bastou lembrar o caminho para modificação da opção:

1- Clique no botão ATIVIDADES (o similar ao INICIAR do Windows, ou o símbolo do Ubuntu) e digite na caixa de busca “dconf Editor”

2- Siga o caminho: “org>gnome>desktop>background”

3- Marcar a opção “show-desktop-icons”

4- Pronto

Para mim este foi um processo bastante desgastante por não ser um expert, mas igualmente empolgante e satisfatório.

Situação hoje:

– O sistema está firme.

– Tudo funciona na velocidade mil por cento.

– Minha placa Nvidia está funcionando plenamente através do programa Bumblebee.

– Os plugins de vídeo me permitem abrir qualquer extensão.

Falta apenas configurar uma máquina virtual para meus testes e experimentos com novos operacionais que forem sendo lançados, mas a esta altura sinto que o Debian amadureceu o suficiente e fico muito feliz de o estar usando novamente em meu computador principal.

O verdadeiro objetivo

Algumas pessoas me perguntaram se este Ilustramangá é um blog sobre mangá ou Linux. Concordo que os últimos conteúdos foram dedicados a apresentações e dicas para o sistema operacional do pinguim, mas tudo tem um propósito.

O principal objetivo de falarmos tanto do Ubuntu (uma das opções de sistema operacional GNU/Linux) é somente indicar como opção para o desenvolvimento de ilustrações e quadrinhos: ele é gratuito e tem todos os recursos de que um artista digital precisa. Nem só de Photoshop vive o mundo da ilustração digital e é justamente isso que quero mostrar.

Muitos dos recursos “proprietários” (ou softwares pagos) trazem um custo que pode comprometer uma decisão de ingresso no mercado das artes gráficas. Enxergo o software livre como uma perfeita ferramenta capaz de suprir as necessidades dos artistas gráficos iniciantes e veteranos em todas as vertentes da área. Por isso, mais uma vez, incentivar o seu uso é o meu segundo ensinamento mais importante (o primeiro é o desenvolvimento da paciência). Em doze anos de profissão, os três últimos foram apoiados em ferramentas “opensource” e a experiência não me conferiu a carteira de xenófobo digital, como acontece com muitos profissionais apaixonados por tecnologia. Convivo com o Windows (não na minha máquina) diariamente e procuro conservar meus conhecimentos na manipulação dessa plataforma com o objetivo de sempre aprender com as diferenças e até implementar melhorias de um no outro. Mas não sinto necessidade alguma de voltar a usá-lo.

Também é importante esclarecer que os sistemas operacionais e programas opensource não são melhores pelo fato de serem “de graça”. Essa é a primeira constatação oriunda dos mais acomodados. Acontece que o GNU/Linux tem sua origem no Unix (Assim como os OS da Apple) e são tremendamente estáveis e poderosos. Para se ter uma pequena ideia acerca da segurança do sistema, a estrutura de um GNU/Linux é bastante diferente da estrutura Windows e traz um firewall dentro de seu “kernel” (o núcleo do sistema operacional), por exemplo. Não conheço a estrutura como um profissional de TI, mas o pouco que sei foi suficiente para atestar a superioridade do sistema. Isso, para um profissional da área de design, ilustração e edição, significa desempenho superior quando sob pressões de prazos e qualidade final. Perfeição total? Não. Também não é assim. Tudo no planeta tem sua falha. Só que nunca mais tive problemas com travamento de Coreldraw (original) no meio de uma vetorização de mapa, ou com os famosos “erros fatais” que trazem uma simpática tela azul de presente no meio da noite de trabalho para ser entregue pela manhã.

A aparência importa? SIM!! Claro que importa! Para nós que trabalhamos com criação viver num ambiente que inspire constantemente é o ideal para se obter o rendimento necessário. O já saudoso Steve Jobs provou isso inúmeras vezes. Para tanto o GNU/Linux leva a liberdade de escolha às últimas consequências permitindo que o usuário “desenhe” seu ambiente de trabalho da maneira que quiser e crie personalizações infinitas e (pasme) úteis. Isso sim é beleza e função a serviço do profissional. Isso é design.

Complicado de se acostumar? Nem tanto. Outro dia vi minha esposa quebrando a cabeça para se acostumar com o Windows 7 depois de anos em contato com o Win XP. Eu mesmo observei o Win 7 com bastante curiosidade e constatei que a tal adaptação é bem similar àquela que fui submetido ao mudar de Windows para Ubuntu (na época o 9.04). Isso fortaleceu a teoria de que a resistência de alguns profissionais em experimentar o GNU/Linux é comodismo com doses de preconceito.

E o tal “Terminal”? É completamente risível dizer que a interface gráfica é um recurso indispensável. Pensemos que há pessoas que conseguem digitar este texto sem olhar as teclas (não é o meu caso). Se isto é possível, também o uso de linhas de comando para dar ordens ao sistema deveria ser completamente viável. Digitar três linhas no Terminal (login, senha, comando) resolve problemas do tamanho de “clique aqui para instalar um controle do Active-X” mais “digite aqui a chave do produto obtida na compra”. Três linhas permitem que se instale programas gráficos robustos no GNU/Linux, bem como mover, remover, copiar, colar, habilitar, modificar, entre outras coisas. Digitar linhas de comando é mais fácil do que se pensa e menos dramático do que fazem parecer. Deixe de ser preguiçoso e digite seu nome e uma ordem ao sistema! O resto ele faz sozinho.

E isso é apenas uma pequena demonstração do que se pode fazer no ambiente GNU/Linux. Vamos experimentar as várias ferramentas de ilustração, pintura e desenho à exaustão e inclua nisso os sistemas e softwares opensource. Se você estiver realmente determinado a encarar sua profissão, não vai se arrepender.

Se você usa o Windows para produzir seus trabalhos de ilustração (e não quer abrir mão dele), seja bem-vindo. Este espaço foi criado para ajudar todos os artistas gráficos de todas as plataformas. Apenas peço que não se estapeiem por causa de janelas, pinguins ou maçãs. Ao invés disso enriqueçamos nossas bagagens com as várias experiências em sistemas diferentes.

Ilustrador digital


A evolução dita as transformações pelas quais antigos profissionais devem passar para continuar se inserindo no campo do trabalho. O computador, por exemplo, já foi visto como uma “artimanha” na hora da criação. Muitos puristas o mantinham na galeria da “falsa técnica” e até preconceituavam os profissionais que lançavam mão de suas “facilidades”. Hoje a página dessa história já foi virada e, se os profissionais que usam o computador não fizerem uma revisão do curso de humildade, eles é quem vão preconceituar o “artista da tinta e do papel”. Aliás, isso foi inevitável. A xenofobia que outrora assolava os artistas nascidos na era digital, volta-se com pequena fúria para os artistas que se alimentaram das técnicas originais. Isso não está certo.

Todavia o computador tornou-se a ferramenta principal em muitos estúdios e, quem não o domina, tem problemas em manter-se “na ativa”. Se o ilustrador não for um Benício, um Eugênio Colonnesse, ou um Takehiko Inoue, deve lançar mão dos recursos oferecidos pelo computador, se quiser sustentar sua família.

Essa matéria do Olhar Digital exibe como muitos ilustradores de hoje ganham a vida. Repito: ganham a vida. Ou seja, vivem disso. Vale à pena assistir para se perceber como a “ferramenta” computador facilitou a entrada de novos profissionais, bem como a manutenção dos antigos. Eles arriscam até a designação do ofício: ilustrador digital. Será esta a profissão que caminha para o reconhecimento? Se sim, estou dentro.

Trabalhemos, camaradas. Trabalhemos muito. Façamos a profissão funcionar enquanto aguardamos mais respeito do governo. Uma dica para conseguirmos? Eu tenho essa como lei no meu estúdio: profissionalismo total.

Mulata de Ouro – speedpainting

Mais um speedpainting ficou pronto. Em meio a tanto trabalho, eis que dou uma “descansada” trabalhando nos meus próprios projetos. Esse vídeo foi produzido depois que retratei uma passageira dentro do trem a caminho do trabalho. Ela era incrivelmente linda e mereceu uma “retratada”. Primeiro, tirei uma discreta foto com o celular e postei no Facebook. Muitos amigos não conseguiram avistar toda a graça que eu havia presenciado, então, tive a ideia de representá-la em traço. Todos os detalhes que guardei na memória adicionei à ilustração e, depois de concluir, uma segunda ideia veio à tona: por que não transformar esse processo num speedpainting bem especial? Já tinha capturado o processo enquanto produzia com o programa RecordMyDesktop do Ubuntu Studio. O passo seguinte foi converter para .AVI no Arista e depois montar no OpenShot. O resultado é esse que vocês acompanham no vídeo acima com direito a trilha sonora adequadíssima do Jorge Benjor.

Meu primeiro “speedpainting”

Já estou terminando de editar uns tutoriais em vídeo para postar aqui. Como teste, compartilho com vocês esse “speedpainting” de uma ilustração que fiz para livro da Fundação Cecierj – Consórcio Cederj. Toda ela foi desenvolvida no Gimp Paint Studio, o vídeo capturado pelo RecordMyDesktop e editado no Openshot, ambos programas opensource que tenho em meu Ubuntu Studio.


Agora que aprendi a gravar e editar alguns vídeos simples começo a montar os tutoriais de ilustração que tanto prometi. Preparem-se! Vou mostrar do que os programas opensource são capazes, mas não esquecerei dos programas proprietários, e pretendo fazer tutoriais em duas versões: como fazer no Gimp – como fazer no Photoshop, por exemplo.

Mãos à obra!

Olhos no Gimp Paint Studio

O Ramón Miranda mandou ver nesse primeiro tutorial de Gimp Paint Studio. Clique na imagem acima para baixar o .pdf com as várias abordagens técnicas e artísticas sobre o uso dos materiais oferecidos por este pacote super útil que é o Gimp Paint Studio, também criado pelo Ramón.