Maratona de Software Livre de Volta Redonda

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Uma sequência de eventos me concederão o poder de comprovar que se pode trabalhar sem perda de qualidade usando Linux e seus programas de código aberto. O primeiro deles começa agora nesta sexta, dia 29, em Volta Redonda.

A Maratona de Software Livre é um evento que incentiva o uso das distribuições Linux em vários campos da tecnologia. Minha contribuição, por exemplo, será para a computação gráfica. No sábado, dia 30, ministrarei uma longa oficina sobre como se aplicam as ferramentas opensource no dia-a-dia de um estúdio de ilustração e design. Usarei em tempo real os programas Gimp, MyPaint, Inkscape e Scribus para várias tarefas rotineiras de estúdios que usam ferramentas proprietárias para executar as mesmas funções.

Os quatro programas que mencionei são ótimos softwares e minha missão é mostrar que têm poder e complexidade suficiente para praticamente aposentar as caras licenças Adobe, Microsoft e Corel.

As vagas para participação das várias oficinas são limitadas e quem quiser participar deve acessar o link do evento clicando na imagem acima.

Aguardo vocês lá.

O pulo do gato para arte-final!

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A ferramenta Ink faz o trabalho com quadrinhos desenvolver muito bem!

Uma das ferramentas mais importantes para uso do Gimp na produção de quadrinhos é, certamente, a ferramenta Ink. Ela simula uma pena, ou pincel, para nanquim. No pacote do Gimp Paint Studio, criado pelo amigo Ramón Miranda, a ferramenta Ink ganhou uma dinâmica brilhante para quem arte-finaliza direto por meio digital acelerando o processo de produção.

Ainda assim consegui adequar ainda mais essa dinâmica às minhas finalidades.

Para calibrar adequadamente sugiro que você já tenha o Gimp Paint Studio instalado em seu Gimp 2.8. Para tanto basta entrar neste link e seguir as instruções da própria página do Ramón:

Gimp Paint Studio 2.0 Final – http://www.ramonmiranda.com/2012/07/gps-20-disponible.html

Depois de instalar corretamente a coletânea de pincéis e ferramentas criadas exclusivamente pelo Ramón, escolha a ferramenta Ink e acesse sua variação “Comic Ink”, através do botão “Restaurar configurações de ferramentas” na parte de baixo do painel “Opções de ferramentas”.

Depois basta regular a “Comic Ink” com os seguintes valores:

pulo do gato

E tudo isso ainda pode ser utilizado para criação de novos pincéis, mas isso é assunto para outro post.

Um Pangolin muito preciso

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Depois de muito bater cabeça para adaptar-me ao Ubuntu Oneiric Ocelot com as instabilidades dos efeitos gráficos e outros problemas pendentes de boas análises, eis que abril trouxe uma grande surpresa: o Ubuntu Precise Pangolin.

Já é tradicional meu aguardo de mais algumas semanas para baixar a versão “Studio” do Ubuntu, que sempre leva em torno desse prazo para ficar disponível.

A surpresa foi muito maior que eu esperava: o Ubuntu Studio Precise Pangolin estava disponível dois dias depois da versão original oficial, e não parou por aí. Não preparado para a surpresa, não dispunha de um dvd para gravação da imagem e fui buscar o tal aplicativo que permite a instalação através do pendrive. O medo iminente de isso ser um bicho de sete cabeças foi instalado no meu coração mais rápido que um “apt-get”.

A “frouxidão” foi dissipada nos primeiros minutos de observação do aplicativo UNetbootin (app que cria pendrives de instalação, chamados LiveUSB). Foi muito mais fácil criar um pendrive de boot do que queimar um dvd.

Ao colocar o pendrive no slot nova surpresa: ao invés de abrir um instalador, como era de costume nos meus dvds de instalação, foi iniciada uma sessão instantânea do novo Ubuntu. Não deu tempo nem de preparar o coração para o susto. O Ubuntu estava copletamente funcional na minha frente em menos de três minutos. Só levou o tempo do boot. Claro que essa era uma versão de “test-drive”. Perfeitamente possível trabalhar com ela, mas o ideal é deixá-la “assentar”definitivamente no HD para que o novo sistema faça uso de todos os recursos da máquina.

Então lá fui iniciar o instalador sem nem precisar reiniciar a máquina. Novo susto: depois de um particionamento muito simples, os programas foram tão rapidamente instalados que levei tempo para acreditar que o sistema tinha completado a instalação total.

Neste Ubuntu Studio 12.04 a escolha dos desenvolvedores em optar pela interface gráfica Xfce foi mantida e, aparentemente, aqui não há bugs com o Xfce. Estou tentando conter minha mania de “papagaiar” o desktop com efeitos demasiados e usufruir da velocidade que o Ubuntu oferece (e que meu antigo monocore permite).

Coloquei alguns aplicativos que não vêm com a versão e comecei a testar o poder do sistema.

Notavelmente mais rápido e estável que seu antecessor, o 11.10, Oneiric Ocelot. A interface gráfica Xfce confere uma simplicidade tão bem equilibrada que faz meu monocore parecer dualcore (e não estou brincando). Um dos pontos positivos do Linux é o fato de todas as versões serem suportadas, literalmente, pelas configurações mais modestas e antigas.

Os programas vieram com a maioria das bibliotecas completas. Me faltaram somente os pacotes Medibuntu, aqueles voltados para multimídia. Instalei mais rápido que uma anedota do Ary Toledo.

Um grande teste a que minhas instalações são submetidas é o “nível de saudades do Debian”. O “Linux mais legal con que já trabalhei”. Mesmo com toda a estabilidade e rapidez do querido Squeeze 6.0, insisto no Ubuntu que já me traz instantaneamente todas as ferramentas necessárias para o desenvolvimento de qualquer trabalho. No Debian tudo tem que ser feito “na mão”, só que é uma grande diversão. Modificar, alterar, construir, compilar no Debian Squeeze é uma experiência gostosa do universo Linux. Dá orgulho ver cada comando retornando um resultado positivo. Você “constrói” as características do seu Debian e ele fica mesmo com o seu jeito, a sua cara. Ele me levou embora de vez a possibilidade de voltar ao Windows e ainda me fez gostar das então assustadoras linhas de comando.

Só que, infelizmente, não tenho tempo para diversão, e o Ubuntu é muito mais “automático”. Estudar e aprender mais sobre os sistemas Linux será uma dedicação constante e dosada para não atrapalhar minha profissão principal que é ilustrador e designer.

Sem pestanejar, esse parece ser o Ubuntu mais estável desde o 10.04 Lucid Linx (considerado por mim e por muitos de meus amigos e familiares o mais estável dos Ubuntu). Resta saber se consigo fazer meu Xfce ficar tão atraente quanto o Gnome. Tudo indica que sim. Já alterei as janelas para um bela moldura que me lembra muito o design do H. R. Giger. Quando tiver uma aparência definida posto umas fotos.

Por enquanto, tratem de experimentar esta versão Precise Pangolin do Ubuntu e aproveitem a superestabilidade garantida por um sólido suporte de atualizações técnicas até 2017. Padrão das versões nomeadas LTS (Long Term Suport).

Time Lapse – Inkscape


Esse é meu primeiro “Time Lapse” com Inkscape. Antes eu chamava esse tipo de vídeo de “Speed Painting”, fazendo menção ao grandioso artista Nico DiMattia, do qual sou fã e que me apresentou a técnica de fazer vídeos em velocidade acelerada para demonstrar sua técnica de pintura digital. Achei a idéia muito interessante e resolvi imitar. Foi aí que, ao compartilhar uns vídeos no grupo de discussão de ilustrações Ilustragrupo, do qual participo, recebi um esclarecimento uanto ao uso correto do termo “speed painting”. Na verdade, nada ele tinha a ver com a técnica do Nico, que também o utiliza erroneamente. Speed painting são aquelas pinturas em grande escala onde o artista plástico faz quadros de forma muito rápida usando as mãos, pincéis, brochas e, por vezes, o próprio corpo. A ação costuma se dar ao vivo, em eventos característicos.

Portanto, o amigo Newton Verlangieri, do Ilustragrupo, chamou-me a atenção para a bem-vinda correção: o nome desta técnica de se produzir vídeos se chama Time Lapse. Agradeço ao nobre profissional. Prova de que sua dica perpetuará será a adoção do termo nos vídeos que produzirei daqui em diante.

Nesse “primeiro time lapse” demonstro uma ilustração concebida em Inkscape, o formidável software de desenho vetorial da categoria open source. Observem com carinho mais um dos brilhantes produtos da engenharia colaborativa “open” em ação.